domingo, 5 de maio de 2019

Feira do Livro







  Nos dias 2 e 3 de maio, o Departamento de Humanidades do Colégio organizou uma feira do livro, em parceria com o grupo Leya.
 






Obrigado a todos os professores e alunos que contribuíram para que este projeto se concretizasse!






   
Obrigado a todos os amantes da leitura que nos visitaram e que trocaram uns minutos de sol por uma viagem pelas páginas de um livro!










Boas leituras!


quinta-feira, 2 de maio de 2019

Dia Mundial do Livro




Com o objetivo de promover o gosto pela leitura e de desenvolver a escrita, as turmas do 5º ano realizaram uma atividade comemorativa do Dia Mundial do Livro.
Após a leitura do poema “Livro”, de Luísa Ducla Soares, os alunos ouviram José Jorge Letria lendo um livro da sua autoria, intitulado “Se eu fosse um Livro” (http://static.publico.pt/fotogalerias/letrapequena/seeufosseumlivro.aspx).
Seguidamente e tendo como mote o próprio título do livro, cada aluno completou uma frase, tendo elaborado um marcador de livros, onde a mesma foi registada e ilustrada individualmente.




Inspirada nesta atividade, a aluna Constança Matos, do 5º B, redigiu o poema que se segue.


O livro

O livro alimenta a sabedoria
e às vezes serve de guia.

Com o livro podemos imaginar
grandes histórias de encantar.

Nos livros, cavaleiros salvam princesas
e os predadores comem as presas.

Então, a imaginação está a crescer
quando um livro estamos a ler.


Constança Matos, 5º B



Fotos das atividades realizadas nas três turmas do 5º ano

terça-feira, 30 de abril de 2019

FEIRA DO LIVRO NO CNSL

Nos dias 2 e 3 de maio, o Departamento de Humanidades irá organizar, na sala de jogos do nosso colégio, uma feira do livro, em parceria com o Grupo Leya. 
Contamos convosco! Há inúmeras viagens pelo mundo da imaginação à vossa espera!

sábado, 13 de abril de 2019

Continuação do "Auto da Barca do Inferno" pelos alunos do 9º B



Wuant

Chega ao cais um youtuber português de grande sucesso com uma câmara na mão, vários acessórios de ouro e a boca tapada por um pedaço de fita cola.

Diabo: Já não era sem tempo! Tantos anos a influenciar os jovens, coitados, agarrados a uma pequena tela de telemóvel a ver as tuas figuras. Depois de tanto trabalho, suor e dedicação só trazes essas preciosidades contigo? O que te  traz por cá?

Devido à fita que tem na boca, Wuant não consegue responder. Então o Diabo ordena-lhe que  a retire.

Wuant: tu bem contigo?! Todos os meus subscritores estimam o meu trabalho e reconhecem-no. Fogo, achas que todo este ouro não chega para mostrar o dinheiro que ganhei com os milhares de vídeos que filmei! Só vim aqui filmar para os meus fãs verem como é a vida no inferno. E já agora qual é a password do wifi?

Diabo: Mas achas que depois da morte ainda consegues publicar vídeos?

Wuant: O quê, o artigo 13 também funciona aqui? Dessa é que eu não estava à espera.

Diabo: Apesar de já não teres a boca fechada, não foram esquecidos os inúmeros palavrões proferidos na vida terrena. Só isso já basta para entrares neste batel.

Wuant: Se isso fosse suficiente para as pessoas entrarem aí, a barca já estaria lotada há muito tempo!

Diabo:És visto por crianças de todo o mundo que aprendem essa linguagem desde pequenas por tua influência, acho que te devias resignar.

Wuant: E os outros também o fazem?

Diabo: Quando morrerem vão pelo mesmo caminho que tu.

Wuant: Já vi que aqui só levo na cabeça, vou masé para a barca do Anjo que é lá  que pertenço.

Wuant dirige-separa a barca da Glória com a câmara na mão, filmando e insultando o Diabo.

Wuant: Olá, minha querida, posso fazer-te companhia?  (dando-lhe um abraço.)

Anjo: Larga-me, não quero que essas mãos toquem numa pessoa tão importante como eu (interrompendo-o).

Wuant: Ai, peço desculpa.

Anjo: Achas que fazes parte deste batel? No inferno tens mais conteúdos para gravares vídeos.

Wuant: Eu não fiz nada de mal! Sou simplesmente um Youtuber e é este o meu trabalho.

Anjo: Podias ter entretido as pessoas de outras maneiras, sem te teres exibido, sem palavras obscenas... Olha para as tuas músicas que publicaste e reflete sobre as palavras utilizadas.

Wuant: A piada está aí, é assim que se  conquistam visualizações e é desse tipo de vídeos que os jovens gostam.

Anjo: Escolhias outro trabalho, já que não fazes esse corretamente. Não cures de mais linguagem, já não te vai valer de nada.

Wuant: Se não fôssemos nós, as crianças e os adolescentes não tinham nada para fazer.

Anjo: Em vez de estarem presos ao telemóvel, podiam estar a estudar ou a conviver com a sua família e amigos No entanto, estavam a ver adultos irresponsáveis a falar e a fazer asneiras para uma câmara. Se tivesses vivido direito, já me tinhas respondido.

Wuant: Tive aqui a gastar o meu latim para nada, já percebi que o meu destino é o fogo infernal.

Wuant volta para a barca do inferno, cabisbaixo e com as lágrimas nos olhos para mostrar aos seus seguidores que o seu percurso terminou. Pede-lhes, também, para informarem os outros Youtubers que o trabalho deles nunca vai ser valorizado e que serão culpabilizados pelo que fazem.

Diabo: Entra, entra. Segundo lá escolhestes, assim cá vos contentais.

Wuant: Nunca pensei que isto me iria acontecer…

Wuant desliga a câmara e entra no batel infernal, destroçado.


Trabalho realizado por Beatriz Simões nº4 9ºB




Donald Trump

Chega o líder norte-americano de fato, com um telemóvel na mão e uma pedra amarrada ao seu pé.

Diabo: - Olha quem chegou! Um bom dia para si, senhor presidente! beijo-lhe a mão!
Que lhe aconteceu? É impossível um senhor tão poderoso estar aqui, no meio de gentinha como nós.

Trump aproxima-se da barca infernal

Trump: - Que barca é esta? Um senhor de tal grandeza não merece uma barca tão suja!Limpa já essas cadeiras! Mas para onde vai ela?

Diabo: - Para o local onde pessoas como o Sr. Presidente  merecem viver eternamente! Acomodam-se no meu fogo, deitam-se na cama infernal,  que é muito confortável e digna  de Vossa Excelência .Faremos o máximo para vos servir.

Trump: - What?! Um sir como eu não embarca aí. Para o céu irei eu! E não vão ser pessoas como tu que me dirãoo contrário!

Diabo: - Estou cá  para vos servir: o vosso fato estará sempre direito, a rede no inferno é perfeita, poderá continuar a ligar às crianças e a destruir-lhes os sonhos...

O Presidente interrompe-o
Trump: - Eu não destruí os sonhos a ninguém.Do you think que é normal uma criança acreditar no Pai Natal?

Diabo: - Nada normal, que coisa é essa?  O senhor tem toda a razão.

Trump: - Estás a troçar de mim?

Diabo: - Esqueceste-te de que já foste uma criança e de que passavas a noite d vinte e quatro à espera desse senhor de barba branca? Colocavas um copo de leite e duas bolachas feitas pela tua mãe e esperavas   receber os presentes que querias. Se tu perdeste o espírito de natal, não o tires aos outros.


Trump: - Tempos passados. Na vida nós não temos tempo para essas coisas, tenho mais com que me preocupar . Essas crianças  têm de crescer. Tenho de me preocupar com o meu muro, que ainda não está construído. Meteram-me esta pedra na perna, agora é que ele nunca mais fica construído. Onde há rede? Preciso de fazer um telefonema para o Presidente mexicano.

Diabo: - Julgas que aqui vais continuar com isso? Que mal te fizeram essas pessoas?
Tu não sabes o que elas passam para viverem o prometido sonho americano, com que tu acabaste. Tu próprio foste um emigrante que entrou nos EUA e olha onde chegaste. Deixa-as serem felizes.

Trump: - Chega! Não tolero essa linguagem de pessoas como tu! Mexicanos não entrarão na minha América. Gente sem princípios, que trariam as suas maracas, iam estragar-me a economia. Isso não acontecerá, nem que seja a última coisa que faça na minha vida.

Diabo: - A tua vida já acabou, não podes fazer mais nada, resigna-te e entra já na minha barca!

Trump afasta-se e vai ter à barca da glória.

Trump: - Minha preciosidade, glorioso Anjo, abre-me a porta, deixa-me entrar, far-te-ei companhia, estás tão sozinho.

Anjo: - De gente como tu não preciso, antes sozinho do que mal acompanhado. Sai daqui, nada que digas te dará entrada.

Trump: - Eu sofri tanto em vida, as pessoas troçavam de mim e eu fiz tudo para colocar a América melhor.

Anjo: - Colocaste o mundo em guerras, ameaças nucleares, quebraste os laços de amizade com os outros países, vê até que morreste com o teu próprio veneno, uma arma apontada à cabeça.

Trump: - Deixa-me entrar, se não fosse eu, nós seríamos um mero país, eu aguentei as ameaças de morte e morri por ele.

(Anjo vira-lhe as costas. Como viu que foi ignorado, Trump baixa a cabeça e dirige-se para o batel infernal, para a casa de Lúcifer.)

Diabo: - Voltaste para aqui? Entra, entra, serás bem servido.  Todos os dias te traremos o pequeno-almoço e todos estaremos ao teu dispor.

Trump: - Não entendo como entrei aqui? Como pode ter isto ter-me acontecido...

Diabo: - Segundo lá escolhestes, assim cá vos contentais, hihi.

Trump entra, cabisbaixo, na barca infernal.


Marta Torres, 9º B


sexta-feira, 12 de abril de 2019

Sobre o livro “À Espera de Bojangles”, de Olivier Bourdeaut


O livro de Olivier Bourdeaut retrata a história de um amor inesperado e duma vida familiar extravagante, intensa, em que todos os esquemas tradicionais da vivência familiar entram em rotura. Nesta história podemos esperar o anormal, o irracional, a loucura, tudo ao som de Mr. Bojangles, da autoria de Nina Simone.
O texto seguinte foi inspirado no final da história, em que Georgete fica com demência e, tendo noção do “fardo” que é para o seu filho e marido, decide colocar término à sua vida.

Carta de Despedida
A imperfeição da loucura desvela a beleza da vida
De que me vale a lucidez quando a loucura me faz feliz?
Se ser louca é nunca desistir,
Se ser louca é romper com as convenções,
Se ser louca é procurar a essência dos sentidos,
Se ser louca é estar à mercê da beleza do outro,
Se ser louca é voar no imaginário da felicidade,
Se ser louca é abraçar com o coração os meus,
Se ser louca é entrega,
Se ser louca é acariciar as virtudes desvendadas pelos outros,
Se ser louca é não prescindir dos que nos amam,
Se ser louca é andar de venda nos olhos e encontrar um caminho com sentido,
Se ser louca é aventura pelo desconhecido,
Se ser louca é esbarrar continuamente com a surpresa,
Se ser louca é viver numa festa que não finda,
Então eu quero ser louca…
Georges, foi o que veio a minha mente louca no dia em que te encontrei.
Agradece a dança luminosa do mundo em teu redor…foi nela que te descobri.
Nada nos dá mais a medida do real do que o passo e a mão. Por isso vivi a teu lado, de mão dada…e tu percebeste que tocar o amor não é senão aceitar do outro o que nos escapa.
Agora, quando sinto o cansaço da eterna festa, o corpo necessita do ‘repouso da guerreira’ e, fitando o olhar na memória, esvazio-me, de alma cheia e de coração apertado (pois a jornada tornou-se dor para mim e para os meus amores) escrevo que a minha vida foi uma loucura dançada na leveza doce dos teus braços ao som de Mr. Bojangles.
Meu Georges, não te esqueças do que juraste perante os anjos….espero por ti.
Georgette dos mil nomes            



Texto redigido pelo professor Plácido Santos

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Textos de apreciação crítica - "A Aventura de Ulisses", pela Cultural Kids




A obra Ulisses, de Maria Alberta Menéres, é um texto narrativo que foi dramatizado pela companhia de teatro Cultural Kids. No passado dia 26 de fevereiro, tive o prazer de assistir a esta adaptação no Teatro Sá da Bandeira, um edifício com mais de cem anos.
A sala principal, local em que a peça foi apresentada, é um espaço com uma ótima acústica, boa iluminação e boa visibilidade a partir de todos os lugares, o que me fez gostar muito da peça. Outro ponto que me agradou nesta representação foi o facto de o cenário ter algum caráter histórico, pois baseava-se em descrições e pinturas da Grécia Antiga. Esta adaptação dramática foi representada por apenas 8 atores (mais 5 em vídeo), mas os atores que faziam de Deuses em palco não eram os mesmos do vídeo, o que me desagradou um pouco.
Um último ponto positivo foi o facto de a dramatização ter algumas partes que não estão no livro Ulisses, mas sim na Odisseia e, deste modo, ficamos a conhecer mais sobre a Odisseia do que se lêssemos apenas o livro de Maria Alberta Menéres.
Em suma, gostei muito da encenação desta obra e, por todos os motivos acima apresentados, recomendo-a.

Vicente Coimbra Nery, 6º C




A obra Ulisses, escrita por Maria Alberta Menéres, é um texto que narra as peripécias de um grego desde a guerra com troianos até ao seu regresso a casa, passados dez anos, onde reencontra a família. Este livro é uma adaptação para jovens da obra Odisseia de Homero.
A peça de teatro a que assisti no dia 26 de fevereiro no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, foi bastante interessante e engraçada, pois o elenco não representou a ação tal e qual como esta está escrita no livro.
Gostei também do facto de dramatizarem a peça como se fosse um videojogo, dado que muitos jovens da nossa idade gostam destes.
Um aspeto menos positivo foi a maneira como alteravam os cenários, pois tinham de fazer pausas, o que incentivou algumas pessoas a baterem palmas.
Em suma, gostei muito da representação da Aventura de Ulisses, porque estava muito bem adaptada para crianças como nós. Por estas razões, recomendo-a.

Inês Adão, 6.ºC




“Ulisses” é uma obra escrita por Maria Alberta Menéres e inspirada na “Odisseia” do poeta grego Homero. Aquele livro visa relatar as peripécias vividas por Ulisses, rei de Ítaca, durante as suas viagens até regressar à sua terra natal Ítaca.
A adaptação deste texto narrativo ao teatro pela companhia de teatro “Cultural Kids”, a que assisti no passado dia 26 de Fevereiro, no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, foi extremamente apelativa, interessante e divertida, já que recorria muito ao humor e ao uso de música, o que fez com que o público se envolvesse no enredo da peça.
Na minha opinião, esta peça foi muito apelativa, porque a obra estava muitíssimo bem adaptada e de uma forma divertida, já que os companheiros de Ulisses estavam sempre a cantar músicas famosas e a contar piadas “secas” durante toda a atuação.
Gostei também do facto de, no final de cada aventura, começar a ouvir-se uma música que, depois de algum tempo, não me saía da cabeça e de o cenário ser adaptado à aventura seguinte.
Por fim, considero que a peça não tinha aspetos negativos, uma vez que foi tão divertida que nem me apercebi da passagem do tempo.
Em suma, adorei esta adaptação da obra “Ulisses”, porque tinha muitos toques humorísticos e estava bem conseguida. Por estes motivos recomendo-a.


Bernardo de Castro Gandra Cardoso, Nº3, 6ºC


A vida mágica dos brinquedos


       – Já saiu! – disse o Porquinho Mealheiro.
       Todos os brinquedos esperavam que a Joana, que era a dona do quarto, saísse para ir à escola. Quando isto acontecia, eles brincavam o dia todo, livremente, pelo quarto. Os Soldadinhos de Chumbo saíram da sua caixa e o chefe perguntou:
       – A que vamos brincar hoje?
       – E que tal se pusermos música e dançarmos? – opinou a Bailarina.
       Todos concordaram e no momento seguinte já estava o rádio ligado com o volume máximo. Dançaram o dia todo.
       Ao final da tarde a Joana voltaria da sua aula de ginástica. O Porquinho Mealheiro estava sempre alerta para quando a Joana chegasse, mas, naquele dia, ficou realmente surpreendido ao vê-la chegar tão cedo.
       – Olá, mãe! Hoje vim mais cedo, porque a professora de ginástica adoeceu e não houve aula. – dizia ela para a mãe.
       O Porquinho apressou-se a avisar todos, mas, com a música tão alta, foram muitos os que não o ouviram, e esses continuaram a dançar.
     Quando a Joana chegou ao quarto e viu todos os seus brinquedos a dançar, ficou assustada! Os brinquedos tentaram disfarçar, mas era tarde de mais.
     – Vamos apagar-lhe a memória! – disse o Urso de peluche num tom patético. Mas ninguém lhe ligou.
      – Lamento imenso que nos tenhas visto. Faz-nos um favor: não contes nada disto a ninguém. Fazemos o que for preciso por ti! – disse o Soldadinho-chefe.
     – Bem… eu estou com sérias dificuldades em aprender algumas coisas nas minhas aulas de ginástica…– afirmou a Joana.
       – Eu ajudo-te! Com todo o prazer! – ofereceu-se a Bailarina.
      E assim foi. Dali em diante, os brinquedos ajudaram a Joana em tudo: a Calculadora, na matemática; o Dicionário, em português; o Submarino, na natação …
      O segredo dos brinquedos foi muito bem guardado pela Joana. Que também seja por ti, amigo leitor!



Rita Machado
5º C